Sábado, 12 de Julho de 2008

Combate à doença do sono

O combate à doença do sono em Angola deverá contar com 19 equipas móveis até finais deste ano, para aumentar o número de pessoas a serem examinadas anualmente.

De acordo com a Angop, o director-geral do Instituto de Combate e Controlo das Tripanossomíases (ICCT), Josenando Teófilo, a perspectiva do ICCT é de Luanda, Malanje e Kwanza Sul terem uma equipa móvel cada, Bengo (3), Uíge (5), Kwanza Norte (5) e Zaire (3).

Neste momento estão a trabalhar seis equipas móveis, desde o dia 09 de Junho, nas seis províncias endémicas, nomeadamente Bengo, Kwanza Norte, Kwanza Sul, Malanje, Uíge e Zaire.

As equipas estão distribuídas da seguinte forma: No Bengo, município do Dande, Kwanza Norte (Cambambe-Dondo), Kwanza-Sul (Cabuta), Malange (Cacucuso-Kizenga), Uíge (Kitexe) e Zaire (Kuimba).

Do dia 09 até a presente data foram examinadas mais de oito mil pessoas, com 20 casos positivos.

Para as actividades de prospecção, cada equipa móvel, com equipamento de laboratório e outros materiais gastáveis, estão compostas por dez elementos, dos quais médicos, enfermeiros e técnicos de laboratório.

No ano passado foram examinadas 174 mil 956 pessoas, das quais diagnosticou-se 648 novos casos da doença. Este número varia devido a migração de pessoas, das aldeias para outras zonas.

Para o incremento da luta contra a doença do sono foi inaugurado na passada sexta-feira, 13 de Junho, um laboratório de biologia molecular e de parasitologia , no Centro de Referência e Investigação das Tripanossomíases.

O referido centro tem a finalidade de estudar os tipos de estirpes dos tripanossomas e glossinas que existem em Angola e produzirá o teste mini coluna para o diagnóstico qualitativo da doença do sono.

São ainda perspectivas para os próximos anos actualizar o quadro epidemiológico das áreas infestadas e da doença, promover actividade de luta transfronteiriça e formar e aumentar o número de técnicos.

O primeiro caso de tripanossomíase foi detectado na Quissama, em 1871, mas o combate à doença só teve início em 1950, 45 anos após a morte de vários angolanos, na província do Kwanza Norte.

Em 1974, as autoridades sanitárias tinham diagnosticados apenas três casos da doença, numa cobertura epidemiológica de 40 porcento.

Com o início da guerra em Angola, em 1975, as actividades de combate e controlo da doença foram praticamente suspensas, devido à destruição das infra-estruturas afins e a fuga de vários quadros para o exterior do país.

"A situação tornou-se tão grave e preocupante, porque, só em 1997, foram diagnosticados oito mil casos", sublinhou.

Em África existem 37 países endémicos, quatro dos quais com maior incidência, sendo Angola, Uganda, Sudão e Congo Democrático.

A tripanossomíase humana africana é uma doença grave causada pela picada de uma mosca tsé tsé infectada, mas só depois de quatro a cinco anos o doente começa a sentir os primeiros sintomas e caso não for tratada pode morrer em menos de dois meses.

publicado por Quimbanze às 09:53

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