Sábado, 28 de Julho de 2007

Ensino superior no Uíge

Uíge: Governante clama por mais instituições de ensino superior

O vice-governador provincial do Uíge para Esfera Económica e Produtiva, Augusto Justino, defendeu sexta-feira nesta cidade, por um maior número de instituições de ensino superior para o desenvolimento da região.

O governante falava na cerimónia de entrega de diplomas a um grupo de 10 licenciados pelo Instituto Superior de Ciência de Educação (ISCED) local.

Na ocasião, disse ser necessário o estabelecimento de institutos superiores de enfermagem, direito, agronomia, engenharia de construção civil e outros, para a exploração das riquezas naturais que a província dispõe em prol da população.

Depois de sublinhar a importância do ensino superior, Augusto Justino reconheceu o empenho do Governo no melhoramento das condições tecnico-materiais e educativas para os docentes, augurando que este ano muita coisa será feita no que tange a construção e reabilitação de infra-estruturas escolares.

POr sua vez, o vice-reitor para o ISCED, Carlos Diakanambua, reconheceu as difíceis condições em que funciona a instituição que dirige, precisando que a Universidade Agostinho Neto (UAN) está actualmente a trabalhar no aumento de graduados, finalistas e dos cursos nas unidades orgânicas.

Nesta perspectiva, o docente anunciou que está já em curso, a nível da UAN, os cursos de mestrados e nos próximos dias iniciarão os de doutoramento.

Enquanto isso, o vice-reitor para os Centros Universitários, Bunga Nzinga David, afirmou que as duas unidades orgânicas existentes no Uíge, o ISCED e a escola superior de Ciências e Tecnologia, contam neste ano lectivo com 1.954 e 440 estudantes, respectivamente.

Bunga David disse que embora a instituição prime pela qualidade, os 10 licenciados sexta-feira, nove de psicologia e um de pedagogia, ainda são muito poucos, tendo em conta as potencialidades da província em termos de recursos humanos e naturais.

Cinquenta e nove estudantes foram já licenciados no ISCED do Uíge, entre 2003 e 2007. Deste número, 16 ainda aguardam por receber os seus diplomas de fim de curso.

Fonte: Angop :: 15-07-2007
publicado por Quimbanze às 09:29

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D. Francisco de Mata Mourisca

Jornal de Angola

Política de um Bispo?


Muanamosi Matumona

D. Francisco de Mata Mourisca, Digníssimo Bispo do Uíje, celebrou, recentemente, os seus 40 anos de episcopado e, ao mesmo tempo, da igreja local que dirige com um notável dinamismo e um zelo incontestável, estruturando uma pastoral forte em todas as dimensões que, logicamente, acompanhou sempre as vicissitudes que o país em geral, e a província do Uíje em particular, registou em cada etapa da história.
Por isso, é muito normal considerar a pastoral de D. Francisco como uma filosofia prática bem encarnada, bem localizada no espaço e no tempo. Aliás, o Bispo do Uíje tem muitas razões para assinalar esta façanha com pompa e circunstância. E o povo do Uíje (não só…), que participou efusivamente no evento, homenageando o seu pastor, também tem muitos argumentos para justificar o tempo e as energias que gastou para dar um colorido próprio aos festejos que mexeram com a cidade e com o país inteiro.
Certamente, Portugal também terá vibrado a favor do seu filho, que também encarnou os valores do povo uijense, tornando-se, no corpo e no espírito, um angolano que, ao longo dos 40 anos que está à frente da Diocese do Uíje, se preocupou sempre em defender e promover os valores do seu rebanho, abordados em várias vertentes: tradição, religião, família, cultura, política, etc.
Nesta linha, trabalhou, incansavelmente, para a verdade, justiça e paz, não olhando para a raça, cor, língua, credo político, confissão religiosa, cultivando, assim, uma visão equilibrada e real sobre a situação do país e de todo o povo angolano.
Inicialmente, quando entrou solenemente em Carmona (hoje Uíje), em 1967, D. Francisco assumiu um desafio bem definido, sensível e, ao mesmo tempo, "ingrato": enfrentar o poder colonial para que este pudesse reconhecer e promover a dignidade do nativo. Esta aposta fez dele um cidadão "antipático" perante os seus conterrâneos (portugueses). Mas permaneceu forte e valente para superar as dificuldades.
Depois, foi a vez de enfrentar os políticos angolanos, numa perspectiva de diálogo imparcial, convidando-os a pensar no seu povo, trabalhando para que este mesmo povo pudesse viver na justiça e na paz. A guerra que, infelizmente, devastou o país foi uma grande interpelação ao digníssimo Bispo do Uíje. Perante o quadro desastroso provocado pela situação ingrata e perigosíssima que o país conheceu, D. Francisco deu sempre o apoio necessário ao povo, no contexto de uma pastoral sócio-caritativa.
Neste horizonte, é justo assinalar, apenas, algumas proezas protagonizadas por este nome de referência: a criação da escola de formação de professores (mais tarde Instituto Médio Normal de Educação Cor Mariae) e de outros estabelecimentos de ensino quase em todas as missões da sua diocese. Destas escolas saíram muitos quadros nativos, que exercem, hoje, cargos de grande responsabilidade no país e no exterior.
Este foi sempre o ideal do fundador das escolas em questão: educar o homem para que tenha uma formação integral, ganhando maturidade e aptidões para servir a nação angolana, dando o seu contributo para o desenvolvimento do país. Para além das escolas, abriu também o Seminário Maior de Filosofia, também na cidade do Uíje, que até agora continua a formar os futuros sacerdotes diocesanos, cuja missão é assegurar a evangelização na igreja local, uma prática que visa também a formação e a promoção integral do homem.
O combate à doença de sono foi também uma grande preocupação no reinado de D. Francisco. Foi neste âmbito que apostou no Projecto ANGOTRIP, que contemplou, entre muitas iniciativas, a abertura dos hospitais para doentes do sono, em Quitexe, Negage e Uíje.
É de assinalar que nestes últimos tempos, o bispo do Uíje vem apostando no combate à feitiçaria, uma praga que afecta a sua diocese. Como resultado prático desta luta está a abertura do lar de São José, uma casa destinada a acolher as crianças rejeitadas pelos seus familiares, porque acusadas de feitiçaria… De facto, obras edificadas por este prelado são tantas, e só o povo e o próprio Deus podem enumerá-las, e reconhecer quanto valeram e valem para o povo do Uíje.
Entretanto, seria uma ingratidão não sublinhar a diplomacia com a qual D. Francisco deu, também de uma forma discreta, um contributo positivo e decisivo para a paz de Angola. Será isto tudo resultado da política de um Bispo? Decididamente, compete ao próprio D. Francisco responder, com exactidão, a esta pergunta.

publicado por Quimbanze às 07:37

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Sábado, 7 de Julho de 2007

Parlamentares satisfeitos com execução de programas sociais

       Os parlamentares da 2ª, 4ª e 6ª comissões da Assembleia Nacional manifestaram-se satisfeitos pela boa execução das acções sociais do programa do Governo do Uíje, visando a melhoria e aumento da oferta dos serviços sociais básicos à população.
       Falando aos jornalistas, no termo da sua visita de três dias à província, o presidente da 2ª Comissão e chefe da delegação parlamentar, Francisco Tuta "Ouro de Angola", congratulou-se com o bom ritmo das acções executadas pelo Governo, apesar de haver alguns embaraços na sua materialização.
       Disse que existia um "grande esforço e vontade" da parte dos governantes locais para melhorar as condições de vida da população, face à desonestidade de alguns empreiteiros no cumprimento dos prazos da execução das obras a eles adjudicadas.
      Durante a sua permanência na província, os parlamentares mantiveram encontros com os membros do Governo, da Polícia Nacional e das FAA, e visitaram alguns empreendimentos sociais e deslocaram-se aos municípios do Negage e Dange Quitexe.

07/07/2007

Jornal de Angola

publicado por Quimbanze às 07:57

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